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CURSO
DE FORMAÇÃO EM FITOTERAIA
A arte da cura através do uso das plantas |
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| Mestre França na China Universidade - Departamento Fitoterápico |
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Esquecidas durante muito tempo pelos ocidentais, as ervas medicinais hoje reassumem seu papel como o mais valioso recurso terapêutico
oferecido pela natureza.
A fitoterapia consiste no conjunto das técnicas de utilização dos vegetais no tratamento das doenças e na recuperação da saúde. Comporta
numerosas escolas que estudam e empregam as plantas medicinais, da mais simples e empíricas, às cientificas e experimentais.
Como método terapêutico, a fitoterapia faz
parte dos recursos da medicina natural e está presente também na tradição da medicina popular e nos rituais de cura indígenas.
Em sua forma mais rigorosa, abrange os princípios e as técnicas da
botânica e da farmacologia. |
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Embora muitas pessoas ignorem a importância das plantas medicinais, sabe-se que toda farmacologia tem como base exatamente os princípios ativos das plantas. Na verdade,a farmacologia moderna não existiria sem a
botânica, a toxicologia e a herança de conhecimentos adquiridos através de séculos de prática médica ligada ao emprego dos vegetais. Apesar do avanço da tecnologia, que diariamente cria novos compostos e
substâncias sintéticas com poderes medicinais, mais de 40% de toda a matéria-prima dos remédios encontrados hoje nas farmácias continua sendo de origem vegetal. |
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| As tradições possuem milhares de anos de bons serviços prestados à humanidade e devem ser levadas a sério. As lendas e histórias sobre cada planta encerram uma sabedoria muito mais profunda que suas análises químicas atuais, e tem muitas informações sobre suas utilidades terapêuticas. |
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| Os antigos observavam as características de "personalidade" de cada erva e já sabiam, por analogia, a que tipo de pessoa que ela auxiliaria por ressonância, independentemente de quais fossem seus sintomas físicos. Isso vem sendo resgatado nos dias atuais nas Terapias Florais. Já os antigos chineses, além destas analogias, faziam a análise do sabor de cada planta, classificando-a dentro dos Cinco Movimentos e, por conseqüência, já ficavam sabendo para que serviriam. |
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Comparados entre si, os "cinco sabores" são: amargo - evacuante e purgativo - "endurecedor"; doce ou insípido - diurético, sudorífico, dissipante, relaxante; picante - sudorífico, dissipante, dispersante; salgado - evacuante, purgativo, "suavisante" e ácido - evacuante, purgativo e retrátil. A estas propriedades iniciais, podemos acrescentar quatro tipos de "energia": fria, quente, fresca e morna. Além disto, há quatro "densidades" diferentes de "energia" que darão o "sentido" da ação terapêutica: ascendente (yang - alto), expansivas (yang - exteriot) - obtidas pelas ervas yang e descendentes (yin - baixo) e introspectivas (yin - interior) - obtidos pelas ervas yin. |
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| Em cada meridiano existe uma raíz yin e outra yang. A função yang da Madeira mobiliza e põe em movimento, o que é estimulado pelo sabor ácido; entretanto, a absorção excessiva do ácido, que, por vocação é yin e retrátil, levaria ao efeito contrário, uma "paralisia", estimulando a raiz yin da Madeira. |
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| A função yang do Metal é retrair, secar, condensar, secar; já sua função yin é dissipar e humidecer; o picante, por sua vocação yin, se absorvido em excesso estimulará a função yin do Metal. A função yang do Fogo é ascensão e crescimento, enquanto que seu lado yin é endurecer; o amargo, por sua tendência yang, favorecerá a função de ascensão. A função yin da Terra é estruturar, modelar, controlar instintos e emoções, humidecer, enquanto a yang pode levar a idéias fixas, rigidez; por sua tendência yin, o doce favorecerá a raíz yin da Terra (observação: o doce industrializado é "quente", portanto, yang, com efeito contrário ao doce natural). A função yin da Água é amolecer, abrandar, enquanto que seu lado yang é o de endurecer; a tendência do salgado é favorecer a raiz yin da Água. |
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| Simplificando, as plantas seriam classificadas pelo sabor + energia quente ou fria (yang ou yin), o que possibilita incontáveis combinações de efeitos terapêuticos, graças, ainda, às leis de Geração e de Dominância.Este método tem se mostrado imbatível na prática de consultório. Como ninguém é exatamente igual a outro, não é adeqüado a escolha das ervas baseando-se apenas nas estatíticas sobre a utilidade de cada uma delas.Usando-se a pulsologia, resgatamos a capacidade inconsciente que há em cada um de saber exatamente aquilo de que necessita, tal qual faz o animal quando está na selva. Se, infelizmente, o humano moderno não percebe conscientemente quando está diante do que lhe é remédio ou veneno, o pulso, entretanto, ainda reage perante esta escolha e nós podemos nos valer deste recurso para ter a convicção de estarmos escolhendo as melhores ervas para aquele indivíduo, naquele momento... |
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Segundo diversas culturas milenares, as ervas são símbolos de tudo o que é harmonizante e vivificante, restauram a saúde, a virilidade, a fecundidade, o parto e a riqueza. Foram os deuses quem descobriram suas propriedades terapêuticas, o que ilustra a crença universal que o equilíbrio só pode vir de uma dádiva divina, como tudo o que é ligado à vida. Para os cristãos, as ervas deviam a sua eficácia por terem sido encontradas pela primeira vez no monte do Calvário.
A planta, de modo geral, simboliza a energia solar condensada e manifesta, um prisma, decompondo o espectro solar em cores variadas. Captam, também, as forças ígneas da terra. Enquanto manifestação de vida, são inseparáveis das águas, que representam o não manifesto, portadoras de todos os germes, das potencialidades, as latências, sendo as plantas a representação do manifesto, da criação cósmica. Por acumularem estas forças, os antigos sempre viram nos vegetais propriedades saudáveis ou venenosas, daí o seu emprego também na magia. Quase todas as divindades femininas grego-romanas protegem a vegetação: Deméter (deusa das alternâncias entre a vida e a morte, bem como das terras cultivadas), Afrodite (Vênus, deusa da fecundidade), Artemis (Diana, selvagem deusa da natureza), além de algumas entidades masculinas como Ares (Marte, que simboliza a força bruta, é, também, protetor das colheitas, um dos deveres do guerreiro) e Dioniso (Baco, símbolo das forças de dissolução da pesonalidade, deus da fecundidade, da vegetação, das vinhas). No sincretismo afro-brasileiro, Ossâim é o responsável pelas ervas terapêuticas e sagradas, sendo seus iniciados conhecedores de suas serventias, bem como das palavras ritualísticas necessárias para libertar o axé (poder potencial) de cada planta. Aqueles que trabalhavam com as ervas em quase todas as culturas viam as plantas como símbolos vivos de entidades invisíveis, tais como deuses, elementais e espíritos, os quais deveriam ser evocados ou aplacados com o uso de palavras mágicas ou sacrifícios. O respeito à natureza os levava a não cultivar suas ervas, mas sim ir ao encontro das que nasceram espontaneamente na mata. Ainda hoje, os adeptos de Ossâim (orixá do sincretismo afrobrasileiro) costumam deixar uma vela verde, em troca do que retirarem, ou uma das folhas colhidas, para manter inalterado o equilíbrio do local.
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